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VI Bienal Jorge Lima Barreto celebrou a memória, a criação artística e a participação da comunidade
O Centro Cultural de Vinhais acolheu, nos dias 26 e 27 de junho de 2026, a VI Bienal Jorge Lima Barreto, iniciativa promovida pelo Município de Vinhais que voltou a afirmar-se como um importante espaço de celebração da criação artística contemporânea, da experimentação e da valorização do legado de Jorge Lima Barreto, uma das personalidades mais marcantes da cultura portuguesa.
Ao longo de dois dias, a Bienal reuniu um programa multidisciplinar que integrou conferências, exposições, concertos, poesia, performances e projetos de participação comunitária, proporcionando ao público momentos de reflexão, partilha e fruição cultural.
A sessão de abertura contou com a presença de Artur Marques, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Vinhais, Luís Lima Barreto e Silvestre Pestana, dando início a uma edição marcada pelo diálogo entre memória, inovação e criação contemporânea.
Um dos momentos de destaque do primeiro dia foi a conferência "Arquivos de Som e Sorriso", conduzida por Vítor Rua, músico, etnomusicólogo e colaborador de longa data de Jorge Lima Barreto. Através de um testemunho profundamente pessoal, Vítor Rua recordou o percurso artístico que ambos partilharam, proporcionando ao público uma visão privilegiada sobre a obra e o pensamento do homenageado.
Durante a Bienal estiveram igualmente patentes várias exposições dedicadas à vida e ao universo criativo de Jorge Lima Barreto, bem como obras de artistas convidados, reforçando o carácter interdisciplinar desta iniciativa.
Ainda no primeiro dia, o público assistiu ao concerto/ópera "A Canção das Criaturas Silenciadas", com música de Vítor Rua e libreto de Ilda Teresa Castro, seguindo-se o concerto de Adélia, projeto musical da região que encerrou a jornada com uma proposta artística que cruza o jazz com a música tradicional portuguesa.
O segundo dia ficou marcado pela forte participação da comunidade. A criação coletiva "Mãos que Escutam", desenvolvida por utentes das IPSS do concelho e da Universidade Sénior, constituiu um dos momentos mais simbólicos da Bienal. A obra, construída ao longo de várias semanas, foi apresentada sobre o piano de Jorge Lima Barreto, transformando-o num espaço de encontro entre memória, arte e participação comunitária.
A programação prosseguiu com o momento musical "Entre Rendas e Melodias", protagonizado por Romeu Beato e Leonel Fernandes, um workshop criativo promovido pela Escola Municipal de Música, Escola Municipal de Teatro e Associação de Jovens de Vinhais, e o recital "Poesia ao Piano", em que Luís Lima Barreto declamou poesia de Miguel Torga, acompanhado ao piano por Romeu Beato.
No final deste momento, o Município de Vinhais prestou uma sentida homenagem a Luís Lima Barreto. O Vice-Presidente da Câmara Municipal, Artur Marques, entregou um Voto de Louvor e Reconhecimento, aprovado pelo Executivo Municipal, distinguindo o seu notável percurso artístico e cultural, a permanente ligação ao concelho e o contributo inestimável para a preservação, valorização e divulgação do legado de Jorge Lima Barreto. Foi ainda expressa a gratidão do Município pela generosa doação da Casa Dr. Lima Barreto e de um importante espólio cultural, património de elevado valor para a memória coletiva, para a identidade cultural de Vinhais e para as gerações futuras.
O encerramento da VI Bienal Jorge Lima Barreto esteve a cargo dos Expresso Transatlântico, que proporcionaram um concerto memorável e encerraram dois dias dedicados à celebração da criação artística, da experimentação e da memória de Jorge Lima Barreto.
Com esta sexta edição, o Município de Vinhais voltou a reafirmar o seu compromisso com a valorização da cultura como instrumento de desenvolvimento, identidade e participação comunitária. A VI Bienal Jorge Lima Barreto consolidou-se como um evento de referência, promovendo o diálogo entre diferentes gerações, linguagens artísticas e públicos, ao mesmo tempo que honra e projeta para o futuro o legado de uma das mais importantes figuras da cultura portuguesa contemporânea.



